domingo, 22 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Brasil tem mais de 201 milhões de habitantes, estima IBGE
Do UOL, em São Paulo
29/08/2013 09h10
A
população estimada do Brasil é de 201.032.714 habitantes, de acordo com os
dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
referentes a junho deste ano. De acordo com o levantamento, há 7.085.828
habitantes a mais do que o registrado em julho de 2012. Os dados foram
publicados nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União.
Na
resolução, o IBGE divulgou as estimativas de população para os 27 Estados mais
o Distrito Federal e para os mais de cinco mil municípios do país. Os são
levantados segundo estimativas dos entes da federação e dos municípios.
São Paulo
é o estado mais populoso do país com 43,6 milhões de habitantes, seguido por
Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões
de pessoas que declaram moradoras da região.
A Bahia
registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul 11,1 milhões e o Paraná,
10,9 milhões de residentes. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de
habitantes, Ceará com 8,78 milhões, Pará com 7,97 milhões, Maranhão com 6,79
milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.
Com menos
de cinco milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo
(3,84 milhões), Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões),
Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato Grosso (3,18 milhões),
Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe
(2,19 milhões), Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).
A região
Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos
populoso, com 488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá,
735 mil.
A
projeção da população tem como objetivo atender a lei 8.443, de 16 de julho de
1992, que dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (TCU). A
lei determina a divulgação dos números pelo governo federal para que o TCU
possa, por exemplo, efetuar e fiscalizar o cálculo das quotas referentes aos
fundos de participações dos Estados e municípios.
Assinada
pela presidente do IBGE, Wasmália Socorro Barata Bivar, a resolução está sendo
publicada em decorrência de decisão judicial. (Com Agência Brasil e Valor)
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Indústria no Brasil
Distribuição da indústria
- Industrialização desenvolvida em vários setores: siderúrgico, mecânico-automobilístico, têxtil e petroquímico.
- Era Vargas: formação do parque industrial brasileiro.
- Plano de Metas JK: investimentos em infraestrutura (transportes e energia) .
- Dinamismo industrial: setor secundário lidera na participação do PIB após a 2ª metade do séc. XX.
- Sudeste: região industrial central > concentrada.
- Políticas de desconcentração: incentivos fiscais e outros programas regionais.
- Reestruturação e competitividade global: desconcentração pós década de 1990.
- "Desconcentração concentrada": gestão e desenvolvimento tecnológico no Centro-Sul e unidades fabris em outras regiões.
- Classificação industrial, segundo o IPEA:
- empresas inovadoras > maior geração de valor agregado;
- empresas de produtos padronizados > redução de custos;
- demais empresas > menor produtividade.
- Região Sul: 2ª maior região industrial;
- Centro-Oeste, Norte e Nordeste: dos incentivos estatais às novas indústrias do crescimento econômico.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
As cidades e o processo de urbanização
- Metade da população mundial vive em cidades.
- Antes da Revolução Industrial: funções das cidades à política (administração e defesa) e comercial
- Cidades modernas: filhas da revolução industrial à concentração de população e de atividades econômicas.
- Urbanização: aumento da porcentagem de população urbana em relação à porcentagem de população rural.
- Urbanização desigual: nos países desenvolvidos foi gradual à infraestrutura (alto nível) / nos países em desenvolvimento foi explosiva à infraestrutura precária e distorcida (forte segregação espacial).
- Megacidades: mais de 10 milhões de habitantes. Tendência: aumento das megacidades críticas nos países pobres.
- Conurbação: encontro horizontal de cidades na medida em que elas se expandem.
- Rede urbana: rede de cidades médias e grandes, formam uma região metropolitana.
- Metrópole: 1) cidade grande principal (de influência nacional ou regional); 2) região metropolitana (ex: Grande São Paulo).
- Megalópole: extensa mancha urbana conurbada com centenas de quilômetros à polarizada por cidades principais e mais influentes na região conturbada (ex: Boswash, de Boston à Washington, passando por NYC).
- Cidades Globais: concentram atividades econômicas das redes globais à sedes de empresas transnacionais, polos financeiros mundiais, serviços especializados (objetos tecnocientíficos), centros de importantes decisões políticas e referência em cultura cosmopolita.
- Terciarização: concentração de empregos e atividades no setor terciário nas regiões metropolitanas.
Governo põe país no rumo da forca do livre comércio
A espantosa candidatura do embaixador brasileiro em Genebra, Roberto
Carvalho de Azevedo, ao posto de secretário geral da OMC é o equivalente a
construir uma arapuca e meter-se voluntariamente dentro dela.
J. Carlos de Assis
12/03/2013 – Carta Maior
Desde o aborto provocado do acordo da Alca, o Brasil jamais esteve ao
ponto de sacrificar tantos interesses econômicos específicos e perspectivas
concretas de avançar no seu processo de desenvolvimento do que com a espantosa
candidatura de seu embaixador em Genebra, Roberto Carvalho de Azevedo, ao posto
de secretário geral da OMC-Organização Mundial do Comércio. É o equivalente a
construir uma arapuca e meter-se voluntariamente dentro dela.
Para os que não estão familiarizados com o
tema, a OMC é o órgão supremo de promoção e doutrinação do livre comércio no
mundo. O instrumento para isso é o rebaixamento generalizado de barreiras
tarifárias ou não tarifárias, reduzindo ou eliminando a proteção à indústria
nacional. Por certo que isso pode justificar-se entre países com estruturas
produtivas e tecnológicas similares. Para os tecnologicamente atrasados é um
desastre anunciado de produção, emprego qualificado e renda.
A Alca pretendia ser um
tratado de livre comércio entre os países das Américas, fechando o cerco sobre
o México iniciado com o Nafta (América do Norte). Foi abortado pelo sábio
instinto de preservação do presidente Lula, sob o conselho criterioso do
ministro Celso Amorim e do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, então
secretário geral do Itamarati. Imaginem, só por um instante, o que seria da
estrutura industrial brasileira se produtos manufaturados norte-americanos
viessem a entrar aqui sem proteção tarifária!
A despeito da obviedade
– não estamos preparados tecnologicamente para o livre comércio –, não foi uma
decisão fácil. O então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, não só era
favorável à Alca, como se propôs chefiar um grupo de trabalho para acelerar as
negociações com vistas a destravar o processo. Disse isso ao secretário do
Comércio norte-americano e ao embaixador dos Estados Unidos na presença de
Lula, mas o presidente se manteve mudo, até decidir o contrário.
Agora, não se sabe de
quem partiu a iniciativa da candidatura do Brasil à Secretaria Geral da OMC.
Pelo que soube, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, foi
tomado de surpresa. Sabe-se também que o assessor especial Marco Aurélio Garcia
não se mostrou favorável à ideia. Tudo indica que a decisão veio de fora,
talvez da parte do próprio embaixador Azevedo buscando apoio junto a figuras
ministeriais próximas da presidenta Dilma e alguns senadores.
Vejamos agora o
significado exato disso do ponto de vista político. O Brasil, representado por
Azevedo, tem tido um posição ambígua na OMC. Atende principalmente ao lobby do
agronegócio postulando a redução das barreiras agrícolas dos Estados Unidos e
da União Europeia, sinalizando, em troca, com concessões de significado
econômico muito maior. Estamos colocando como moeda de troca, nessa negociação,
a liberação para concorrentes internacionais das compras governamentais, da
área de serviços e das tarifas em áreas consideradas estratégicas para a
produção interna (tarifa de até 35%, como a recentemente adotada pelo governo
para uma lista de 100 produtos industriais).
Os Estados Unidos, por
proposta do presidente Obama, abriram um processo de negociação de livre
comércio com a União Europeia. É natural que a Europa aceite isso, pois, embora
tenha uma defasagem tecnológica com os Estados Unidos, ela não é tão grande ao ponto
de inviabilizar a concorrência com produtos norte-americanos. Entretanto, o
Brasil já é grande o suficiente para aparecer como um mercado apetitoso. E é
nesse contexto que a candidatura Azevedo surge como uma quinta coluna para nos
forçar ao livre comércio.
Os outros candidatos são
Gana, Costa Rica, Quênia, Jordânia, Indonésia, Nova Zelândia, Coreia do Sul e
México. Os quatro primeiros são irrelevantes e os demais são economias
emergentes que não oferecem grandes mercados. Calculem quem é mais interessante
para os Estados Unidos e a Europa? Um secretário geral da OMC tem o dever de
ofício de defender a doutrina livre-cambista, uma vez que isso está
cristalizado na estrutura da instituição. E seria muito difícil para o Governo
brasileiro, que pelo simples gesto de sancionar a candidatura adere
indiretamente ao livre-cambismo, não seguir a linha ditada pelo seu embaixador.
A propósito do
livre-cambismo, leiam o coreano Ha-Joon Chang, em seu “Chutando a Escada”. Vou
resumir: todos os países hoje desenvolvidos, sem exceção, foram protecionistas
em sua fase de decolagem. E todos os países que se tornaram desenvolvidos com
sistemas de proteção à produção interna tornaram-se depois disso
livre-cambistas!
Mais um: a importância da Venezuela no Mercosul
Do sítio Carta Maior
Mais um: a importância da Venezuela no Mercosul
A relevância do ingresso da Venezuela só pode ser ignorada pelos mesmos que minimizaram o acordo inicial de integração Argentina-Brasil. Desde então, o Mercosul, com tensões, diferenças e cooperação, adquiriu um papel destacado no novo mapa da economia mundial. A incorporação da Venezuela tem a mesma importância histórica da Declaração de Foz de Iguaçu, que deixou para trás as rivalidades para passar a um marco de confiança e colaboração entre as duas maiores economias da América Latina. O artigo é de Alfredo Zaiat, do Página/12.
Alfredo Zaiat - Página/12
Data: 06/08/2012
Buenos Aires - A Venezuela é a quarta potência da América do Sul. Tem uma população de 30 milhões de habitantes. Em 2011, o PIB foi de 342 bilhões de dólares, o que significa um produto per capita de 11.400 dólares, um dos mais altos da região. Nesse mesmo ano, o saldo comercial positivo somou 46 bilhões de dólares, obtido fundamentalmente pelas exportações de petróleo. Com os recursos da Faixa do Orinoco, é o país com maiores reservas comprovadas de hidrocarburetos líquidos pesados e extra-pesados do mundo.
Durante quase seis meses, distintos bloqueios nos congressos de Brasil, Uruguai e Paraguai impediram a concretização do ingresso da Venezuela no Mercosul. O último bastião de resistência era o Senado do Paraguai. O golpe parlamentar contra o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, resultou na suspensão dos guaranis do bloco e terminou assim facilitando a incorporação da Venezuela.
O novo sócio no Mercosul mostra que o bloco não está agonizando, como desejam os setores conservadores que amplificam qualquer diferença comercial entre os sócios. Pelo contrário, a incorporação da Venezuela é um dos fatos mais relevantes desde a constituição dessa união. Em muitas ocasiões, algumas decisões político-econômicas não recebem a devida importância por contaminação da lógica de curto prazo, mas o transcorrer do tempo coloca em perspectiva medidas que terminam mudando o desenrolar dos acontecimentos.
É necessário remontar 27 anos e analisar o trajeto percorrido desde o abraço dos presidentes da Argentina e do Brasil, Raúl Alfonsín e José Sarney, em Foz de Iguaçú, no dia 30 de novembro de 1985, assinando o acordo de integração de ambos os países. Foi o primeiro passo para a posterior criação do Mercosul, com a assinatura do Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991. Este processo dinâmico nos convida a avaliar que as portas que se abrem com vocação de integração regional são muito mais atraentes que as que convidam os países, de forma individual, a ingressar em acordos de livre comércio com potências econômicas.
Os economistas Alejandro Robba, Agustín D’Attellis e Emiliano Colombo elaboraram um informe ilustrativo sobre as mudanças que o ingresso da Venezuela provocará no Mercosul. O PIB em dólares do bloco aumentará 11% com a soma da Venezuela, levando o seu valor total dos 2,96 trilhões atuais para 3,28 trilhões de dólares. A população total do Mercosul, que era de aproximadamente 245 milhões de pessoas, passa a totalizar cerca de 275 milhões de pessoas com o ingresso da Venezuela. Ou seja, o país caribenho aporta 12% a mais de pessoas, três vezes a população de Paraguai e Uruguai juntos. O volume do comércio exterior do Mercosul nos últimos anos vem crescendo a uma taxa média de 20% por ano, com as exportações totais subindo 28% em 2011 (em relação a 2010) e 232% (em relação a 2003). As importações, por sua vez, cresceram 23,6% em 2011 em relação ao ano anterior e 383% em relação a 2003.
A Venezuela deve ampliar o tamanho das exportações do Mercosul em cerca de 20% (92 bilhões de dólares), além do aporte em termos de PIB (11%). A estrutura das exportações venezuelanas está dominada quase de forma completa pelo petróleo, absorvendo 95% do total dessas transações. As importações da Venezuela se expandiram a uma taxa de 20% em 2011, representando 46 bilhões de dólares, o que significa 12% de todas as importações do Mercosul. “A oportunidade de comércio para os países cresce notavelmente já que a Venezuela apresenta-se agora como o terceiro mercado em tamanho de importância no Mercosul”, afirmam Robba, D’Attellis e Colombo.
A relevância do ingresso da Venezuela só pode ser ignorada pelos mesmos que minimizaram o acordo inicial de integração Argentina-Brasil. Desde então, o Mercosul, com tensões, diferenças e cooperação, adquiriu um papel destacado no novo mapa da economia mundial. A incorporação da Venezuela tem a mesma importância histórica da Declaração de Foz de Iguaçu, que deixou para trás as rivalidades para passar a um marco de confiança e colaboração entre as duas maiores economias da América Latina.
Em um mundo onde as potências econômicas convivem com descalabros financeiros, estagnação, precariedade social e trabalhista, restrições de direitos de trabalhadores e aposentados e perda de legitimidade política de governos submetidos a ajustes recessivos, a ampliação do Mercosul é um avanço substancial para enfrentar com melhores ferramentas o novo cenário global.
Em um mundo onde as potências econômicas convivem com descalabros financeiros, estagnação, precariedade social e trabalhista, restrições de direitos de trabalhadores e aposentados e perda de legitimidade política de governos submetidos a ajustes recessivos, a ampliação do Mercosul é um avanço substancial para enfrentar com melhores ferramentas o novo cenário global.
A ortodoxia rechaça essa possibilidade, não só porque está subordinada aos interesses dos Estados Unidos que combatem Hugo Chávez. Faz isso, fundamentalmente, por uma questão conceitual que postula a integração passiva à economia mundial. Sustenta que as economias nacionais são segmentos do mercado mundial, o qual determina a destinação dos recursos, a distribuição da renda e a posição de cada uma delas na divisão internacional do trabalho, nas correntes financeiras, nas cadeias transnacionais de valor e na criação e gestão do progresso técnico. Daí deriva a proposta de política econômica baseada na abertura incondicional ao mercado mundial, a especialização na exportação de matérias primas, a redução do Estado à mínima expressão e o abandono de toda pretensão de construir projetos nacionais de desenvolvimento.
As contribuições de Raúl Prebisch, desde a Cepal, foram essenciais na construção de uma nova visão da problemática latino-americana nas décadas de 50 e 60. Prebisch escreveu em “Capitalismo periférico, crise e transformação” que “se as perspectivas dos centros não são auspiciosas para o intercâmbio com a periferia, por que seguir desperdiçando o considerável potencial do comércio recíproco? É razoável seguir insistindo em uma liberalização do intercâmbio com os centros quando apenas conseguimos liberalizar timidamente o intercâmbio entre países da periferia?”.
O bloco regional tem problemas e debilidades, teve conflitos e especulações, e seguirá tendo. Apesar dessas restrições, o Mercosul é uma ferramenta poderosa da América latina para disputar em um mundo aberto, globalizado, dominado por blocos econômicos regionais. Isso não significa que não haja desafios complexos pela frente. A incorporação da Venezuela alterará a dinâmica atual de funcionamento do Mercosul onde dois grandes (Argentina e Brasil) discutem com intensidade seus temas bilaterais de comércio, enquanto os dois irmãos menores (Uruguai e Paraguai) são espectadores dessa contenda. Aparecerá agora um terceiro que não é tão grande, mas tampouco tão pequeno, e que tem um poder nada desprezível ao contar com um recurso estratégico como o petróleo.
As negociações serão distintas. Se é certo que Argentina e Brasil seguirão tendo um peso relevante na estrutura de poder na América Latina, ela já não será tão fechada e passará a ser necessariamente um pouco mais flexível e, portanto, dará ainda maior vitalidade ao mais importante bloco de integração regional.
Tradução: Katarina Peixoto
Texto original:http://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-200384-2012-08-05.html
O bloco regional tem problemas e debilidades, teve conflitos e especulações, e seguirá tendo. Apesar dessas restrições, o Mercosul é uma ferramenta poderosa da América latina para disputar em um mundo aberto, globalizado, dominado por blocos econômicos regionais. Isso não significa que não haja desafios complexos pela frente. A incorporação da Venezuela alterará a dinâmica atual de funcionamento do Mercosul onde dois grandes (Argentina e Brasil) discutem com intensidade seus temas bilaterais de comércio, enquanto os dois irmãos menores (Uruguai e Paraguai) são espectadores dessa contenda. Aparecerá agora um terceiro que não é tão grande, mas tampouco tão pequeno, e que tem um poder nada desprezível ao contar com um recurso estratégico como o petróleo.
As negociações serão distintas. Se é certo que Argentina e Brasil seguirão tendo um peso relevante na estrutura de poder na América Latina, ela já não será tão fechada e passará a ser necessariamente um pouco mais flexível e, portanto, dará ainda maior vitalidade ao mais importante bloco de integração regional.
Tradução: Katarina Peixoto
Texto original:http://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-200384-2012-08-05.html
Indústria chinesa
- Política de liberalização e abertura econômica lançada em 1978 abriu o país para os investimentos estrangeiros.
- Mão-de-obra barata e abundante > redução dos custos produtivos > plataforma de exportação.
- Zonas Econômicas Especiais: enclaves econômicos internacionalizados > indústrias estrangeiras se beneficiam de legislação especial (benefícios fiscais, desburocratização).
- Infraestrutura energética, industrial de base e de transportes crescente impulsiona o desenvolvimento industrial na faixa leste do território chinês.
- Deslocamento populacional para o leste > polos urbano-industriais.
Indústria da União Europeia e da CEI
União Europeia
- Recursos energéticos e matéria prima > indústrias de base > Revoluções industriais do século XIX.
- Busca pela integração desde o final da 2ªGuerra > Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).
- Desenvolvimento das indústrias nacionais antes do projeto de integração.
- Alemanha: complexo industrial do vale dos rios Reno-Ruhr > destaque para indústria mecânica, química e eletrônica.
- França: centro-norte, Paris e Alsácia-Lorena (nordeste) e Lion > indústria mecânica, química e eletrônica.
- Grã-Bretanha: desconcentração das regiões tradicionais da região central e do norte (Escócia) > novas regiões próximo a Londres e no exterior.
- Itália: indústria mecânicas e de tecnologia > norte, Turim, Milão e Gênova.
- Reorganização do espaço industrial após a UE: fusão de empresas, deslocamentos e ampliação da desconcentração.
Comunidade dos Estados Independentes
- Antiga URSS: controle estatal fundado no planejamento centralizado.
- Estratégias não associadas aos fatores do mercado (competição) e sim às escolhas políticas.
- Regiões industriais dispersas: Montes Urais, Ásia Central e Sibéria ocidental.
- Oferta de recursos energéticos: petróleo, gás natural e carvão.
- Infraestrutura de base (pesada) consolidada no período soviético.
- Indústria de bens de consumo: em recuperação da defasagem tecnológica.
- CEI na economia de mercado: investimentos das transnacionais da Europa ocidental.
Indústria japonesa
- Concentração industrial na Costa do Pacífico, desde de o final do século XIX.
- Siderurgia e infraestrutura portuária.
- Recursos e matéria prima do exterior.
- Reconstrução pós-guerra e regiões tradicionais: bens de consumo > metrópoles.
- Desconcentração: aumento do custo de produção > deslocamento para o exterior.
- Reestruturação produtiva e investimento externo > bacia do Pacífico.
- Tecnopolos fora das regiões tradicionais.
domingo, 18 de agosto de 2013
ÁSIA Diversidade regional e divisão em sub-regiões
Sudeste
Asiático
- Península da Indochina e arquipélagos de relevo baixo e clima tropical e equatorial.
- Maior parte da população vive na zona rural e apenas 39% na zona urbana.
- Países em crescimento econômico e modernização, embora ainda apresentem IDH baixo.
Oriente
Médio
- Região semiárida e desértica cuja maior parte do território é rica em petróleo.
- Primeiras civilizações.
- Países de maioria muçulmana, exceto Israel, onde predomina o judaísmo.
- Jerusalém é importante para judeus, muçulmanos e cristãos, mas é controlada politicamente por Israel.
Dubai (imagem esq.) e Jerusalém (imagem abaixo).
Leste
Asiático
- Região economicamente mais importante do continente: países mais industrializados à Japão, China e Coreia do Sul.
- Região muito populosa, com mais de 1,5 milhões de habitantes (1,3 milhões da China).
- Crescimento econômico e elevada expectativa de vida (82 anos): Japão e Hong Kong (China).
Ásia
Central e Meridional
- Ásia Central: ex-repúblicas da antiga União Soviética.
- Região com países pobres e conflituosos.
- Índia: pobreza e riqueza.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Indústria nos Estados Unidos
Estados Unidos
- Concentração no Nordeste e Norte (região dos Grandes Lagos) > Manufacturing Belt > principais indústrias: siderúrgica e mecânica.
- Desconcentração em direção ao Sul e Oeste > Sun Belt > química, metalúrgica não-ferrosa, aeroespacial, siderúrgica e mecânica.
- Vale do Silício (bacia de São Francisco) : indústrias de tecnologia > eletrônicos e informática > Tecnopolo > Stanford University.
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