quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Outros conflitos no Oriente Médio


A Guerra do Golfo

  • Iraque invade o Kuwait em 1990.
  • ONU autoriza ação da Coalizão (EUA, Arábia
  • Saudita e Egito).
  • Recuo do Iraque em 1991.


Invasão do Iraque em 2003

  • Coalizão liderada pelos EUA e Reino Unido, contrariando o Conselho de Segurança da ONU.
  • Discurso dos EUA: “livrar o povo iraquiano da ditatura de Sadam Hussein, conter a ameaça de um regime que constrói e mantém armas de destruição em massa”.
  • Região estratégica para os EUA e Reino Unido: segurança para os fluxos do comércio mundial do petróleo; Interesses de mercado das corporações estadunidenses ßà Por um “novo Iraque” parceiro dos EUA e potências aliadas.

Curdos

  • Minoria sem Estado: vivem entre Turquia, Síria, Iraque e Irã.
  • Muçulmanos sunitas: rebelaram-se também durante a invasão estrangeira no Iraque.
  • Repressão provocou êxodo em massa para Turquia e Irã.
  • Guerrilha no sul-sudeste da Turquia.


Afeganistão

  • Entre 1979 e 1989: união de etnias para expulsar os soviéticos.
  • Em 1995, a facção Talibã (milícia patane) domina 90% do país e impõe uma teocracia fundamentalista islâmica.
  • Outubro de 2001: ataques dos EUA e coalizão à ofensiva contra Al Qaeda.
  • Derrota do Talibã.
  • Refugiados no Paquistão.
  • Retorno da guerrilha do Talibã.

Link: 











quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL

Caros alunos dos segundos anos, assistam a entrevista do Prof. Luiz Carlos Molion, meteorologista, membro da Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM):

VÍDEO DA ENTREVISTA_ CANAL LIVRE - TV BAND



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ATIVIDADE EM SALA_INTERPRETANDO O NOTICIÁRIO_9ºANO



Jovens, seguem os arquivos das questões propostas e das notícias distribuídas em sala de aula. Abraços, Prof. Nancildo

Baixe os arquivos:




                                                   Torre The Shard, Londres (2012).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Django Livre

Abrindo 2013 com uma indicação de filme imperdível, e não apenas para os fãs de Quentin Tarantino. Leiam a crítica de Luiz Zanin do Estado de S. Paulo.





Django Livre
A História é uma matéria-prima plástica nas mãos de Tarantino. Ela a deforma, segundo sua percepção, de modo a colocá-la nos limites de sua visão de mundo. Quer dizer, ele a interpreta. Foi assim com o nazismo e a 2ª Guerra em Bastados Inglórios, é assim com a escravidão em Django Livre.
Mesclando o western spaghetti de Sergio Corbucci com o mito nórdico de Sigfried e Brünhilde, Tarantino conta essa bela história do escravo liberto, Django (Jamie Foxx), que, em companhia de um caçador de recompensas, King Schultz (Christoph Waltz), vai resgatar a sua esposa na fazenda de algodão de um proprietário diabolicamente maldoso, Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).
Nessa reinterpretação ficcional sobre o horror da escravidão, Tarantino busca ao nó da questão, ao mostrar que quando um homem é transformado em objeto, ele será alvo de todos os piores instintos sádicos do seu “proprietário”. Calvin representa a síntese dessa perversão da posse, num belo trabalho de DiCaprio.
Mas, claro, o liquidificador pop de Tarantino evita que Django Livre seja um mero filme de denúncia. É verdade que ele vai ao paroxismo para deixar bem claro o que era a escravidão, sem qualquer disfarce. Os negros são tratados pelo pejorativo “nigger”, pronunciados pelos brancos o tempo todo, o que causou mal-estar na politicamente correta sociedade norte-americana. Acontece que era desse jeito mesmo que os senhores se referiam aos negros. Com a mesma falta de, digamos, pudor, Tarantino escancara as formas de tortura usadas à guisa de “reeducação” de faltosos. E, pior de tudo (na verdade, melhor), expõe a conivência de alguns negros na opressão do seu próprio povo. Esta é a função do personagem Stephen, criação brilhante de Samuel L. Jackson.
Sobre esse substrato de dolorosa verdade, Tarantino constrói a sua ficção, à maneira de uma ópera. Transforma essa saga sobre a escravidão, anterior à Guerra Civil, em uma grande e deliciosa aventura cênica. Primeiro, porque o rendimento dos atores é máximo, a começar por este notável Christoph Waltz, num papel desenhado especialmente para ele. Depois, porque filma com tal paixão que impregna a obra de um, digamos assim, “desejo de cinema”, muito raro de se encontrar hoje em dia.
Quer dizer, exibe toda uma sabedoria de cineasta sobre o ritmo, os cortes, as cores, os movimentos de câmera, os sons, a música. Enfim, o conjunto de qualidades formais a que chamamos de direção, e faz de Django Livre um prazer para olhos e ouvidos. (Daí a injustiça maior de Tarantino não ser indicado ao Oscar na categoria de melhor diretor).
Esse desejo que Tarantino coloca ao filmar, ele o transfere ao espectador. Trata-se de um prazer de cinéfilo, produto de milhares de filmes vistos, e executado na velha técnica da película em 35 mm. Mesmo que Tarantino recaia em eventuais exageros, como os inevitáveis banhos de sangue, o todo é tão envolvente que perdoamos de pronto esses pequenos pecados. Eles fazem parte do estilo Tarantino de ser.
 Luiz Zanin - 18/01/2013 - http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/django-livre/